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Câmeras de segurança flagram mulher descartando recém-nascid

Imagens de monitoramento registraram o momento em que uma mulher de 25 anos abandona sua filha recém-nascida em um condomínio de Várzea Grande.

Registros captados por câmeras de segurança revelaram o momento exato em que uma mulher, de 25 anos, descarta uma recém-nascida em uma lixeira situada dentro de um condomínio residencial em Várzea Grande. O episódio ocorreu durante a madrugada do dia 23 de julho. Algumas horas mais tarde, o corpo da criança foi localizado por um colaborador que trabalhava no local.

O material audiovisual foi obtido no decorrer das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A partir das imagens, a Polícia Civil conseguiu identificar a suspeita, que reside no condomínio Chapada do Poente, localizado no bairro Centro Sul. A identidade da mulher, no entanto, foi mantida sob sigilo pelas autoridades.

No vídeo, é possível observar a mulher aproximando-se do setor de descarte de resíduos durante o período noturno para abandonar o bebê. Após ser localizada pelos investigadores, ela compareceu à sede da DHPP para prestar depoimento e admitiu ser a pessoa que aparece nas gravações do sistema de segurança.

Em sua versão dos fatos, a investigada alegou que não tinha conhecimento da gravidez. Segundo ela, continuou apresentando sangramentos durante o período gestacional, o que a levou a acreditar que não estava grávida e, consequentemente, a não buscar qualquer tipo de acompanhamento pré-natal.

A mulher relatou aos policiais que o trabalho de parto teve início de forma inesperada na noite de 22 de julho. Segundo seu depoimento, o nascimento ocorreu no banheiro de sua residência enquanto seu marido dormia. Ela afirmou ter acreditado que a criança já nasceu sem sinais vitais e, diante disso, colocou o corpo em uma caixa e o transportou até a lixeira do condomínio.

Ao justificar a atitude, a investigada descreveu ter agido sob um estado de forte desespero e confusão emocional. O marido da mulher também foi convocado para prestar esclarecimentos e afirmou aos investigadores que só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após o caso ganhar repercussão.

Atualmente, a Polícia Civil aguarda a conclusão de exames complementares para determinar se o parto foi um evento espontâneo ou se houve algum tipo de indução. Em seu depoimento, a mulher negou ter utilizado substâncias para interromper a gestação ou ter contado com o auxílio de outras pessoas.

O delegado Rogério Gomes, responsável pela condução do inquérito na DHPP, explicou que o resultado das perícias será fundamental para definir o enquadramento jurídico do caso. Inicialmente, a investigação aponta para um possível indiciamento por homicídio.

“Estamos aguardando esses exames para saber se ela fez uso de alguma substância abortiva” , declarou o delegado. Caso os laudos técnicos indiquem que houve intervenção externa para provocar o parto, a Polícia Civil poderá avaliar a inclusão de outras qualificadoras criminais no indiciamento da suspeita.

Fonte: midianews.com.br