Radar Notícias

Casarin defende fortalecimento do Tolerância Zero e integração no combate ao crime organizado

Candidato destaca resultados do programa em Mato Grosso e defende atuação do Legislativo para ampliar ações de prevenção, inteligência, proteção de dados e enfr

Candidato destaca resultados do programa em Mato Grosso e defende atuação do Legislativo para ampliar ações de prevenção, inteligência, proteção de dados e enfrentamento às facções criminosas.

O Programa Tolerância Zero, implantado pelo Governo de Mato Grosso, tem apresentado resultados significativos no enfrentamento às organizações criminosas. Para o candidato a Deputado Estadual Sargento Casarin (Podemos), iniciativas que demonstram efetividade precisam ter continuidade, mas também devem ser aperfeiçoadas, considerando as novas formas de atuação da criminalidade.

Com experiência de mais de 15 anos na Segurança Pública, Casarin avalia que um dos principais desafios do Estado continua sendo o ‘avanço’ do crime organizado. Segundo ele, o problema ultrapassa as ocorrências policiais e produz reflexos em diferentes setores da sociedade, atingindo serviços públicos, trabalhadores, comerciantes e a própria população.

“A facção está entranhada em diferentes setores da sociedade. Aqui na UPA de Sinop, por exemplo, já houve situação em que faccionado ameaçou atendentes, médicos e demais servidores para exigir que um familiar fosse atendido imediatamente. Isso acontece porque eles acreditam que podem se sobrepor ao Estado”, ressaltou.

Durante entrevista concedida a um veículo de comunicação em Sinop, o Sargento também destacou os limites da atuação de um Deputado Estadual e defendeu que o debate político seja feito com responsabilidade, sem promessas que extrapolem as competências do cargo.

“Não vou ser medíocre e dizer que vou alterar a lei para estabelecer penas mais severas para integrantes de facções, porque isso não é competência do Legislativo estadual. O que está ao alcance do Parlamento é fiscalizar, propor medidas dentro de sua competência, destinar recursos e articular melhorias e avanços. O Tolerância Zero ajudou a separar e identificar lideranças de facções. Nós sabemos quem são essas lideranças”, pontuou.

Para Casarin, o próximo passo é fortalecer a capacidade do Estado de combater a atuação das organizações criminosas, ampliando investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura das forças de segurança e integração das informações. A proposta é fazer com que o poder público não atue apenas depois que o crime acontece, mas também na prevenção e no enfraquecimento financeiro e operacional das organizações criminosas.

O fortalecimento do Tolerância Zero também passa pela união de esforços entre Executivo, Legislativo, Judiciário e instituições que integram o sistema de Segurança Pública e Justiça. Estender essa atuação coordenada pode contribuir para respostas mais rápidas, fortalecimento das investigações, modernização das estruturas e ampliação das políticas de prevenção.

Na Assembleia Legislativa, o parlamentar também pode atuar por meio da fiscalização das políticas estaduais, discussão do orçamento e destinação de emendas para áreas estratégicas. Para Casarin, enfrentar o crime organizado exige continuidade das ações que apresentam resultados, planejamento de longo prazo e capacidade de acompanhar as mudanças na forma de atuação das facções.

Outro ponto levantado pelo candidato diz respeito aos crimes virtuais e ao uso indevido de dados pessoais, especialmente de pequenos empreendedores.

“Um exemplo recorrente, sobre o qual recebemos muitos relatos de vítimas, envolve o pequeno empreendedor. Muitas vezes, logo após abrir o MEI e obter seu CNPJ, ele passa a receber contatos de criminosos que já possuem informações sobre a empresa e tentam aplicar golpes para obter vantagem financeira. Precisamos buscar mecanismos para aumentar a proteção dessas informações e cobrar responsabilidade de quem realiza o tratamento desses dados”, explicou.

Casarin defende que o tema seja discutido com órgãos responsáveis, empresas de telefonia e demais setores envolvidos para identificar a origem de eventuais vazamentos e buscar medidas de proteção ao cidadão, observando as competências estaduais e as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Para o candidato, o enfrentamento à criminalidade precisa acompanhar a transformação do próprio crime. Além do policiamento ostensivo nas ruas, o Estado precisa investir cada vez mais em inteligência, tecnologia, integração institucional e prevenção, fechando espaços utilizados pelas organizações criminosas de modo a dificultar sua influência e proteger o cidadão de bem.

Fernanda Caso – Jornalista- DRT 2340/MT

Assessoria de Comunicação Sargento Casarin

jornalistafernandacaso@gmail.com

@fernandacasotv

(66)99985.3660