Eleições legislativas na Suécia: Centro-esquerda vence
As eleições legislativas na Suécia apontam vitória da centro-esquerda. Magdalena Andersson deve assumir o governo. Confira agora os detalhes.
eleições legislativas na Suécia: Projeções indicam vitória do Partido Social-Democrata nas eleições suecas. Magdalena Andersson deve ser a nova primeira-ministra do país.
eleições legislativas na Suécia — O Partido Social-Democrata consolidou-se como o grande vencedor das eleições parlamentares na Suécia, conforme apontam as projeções divulgadas pela emissora pública SVT. Embora tenha registrado uma leve queda de 1,9% em relação ao pleito de 2022, a legenda de centro-esquerda garantiu 28,4% dos votos totais.
Este resultado coloca a sigla à frente do Partido Moderado, do atual primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson, que obteve 18,1%. Logo atrás, os Democratas Suecos, de direita radical, atingiram 17,2%, marcando uma redução de mais de 3% comparado aos 20,5% alcançados no último escrutínio.
Centro-esquerda vence eleições legislativas na Suécia
Caso os números se confirmem na contagem oficial, este será um momento histórico para a extrema-direita sueca. Desde que ingressou no parlamento em 2010, o grupo político nunca havia registrado uma perda de votos. O cenário atual indica que o bloco de esquerda detém 51,3% da preferência, superando os 46,8% do bloco de direita.
Com essa configuração, Magdalena Andersson, líder dos sociais-democratas, está posicionada para se tornar a primeira mulher a ser eleita primeira-ministra da Suécia. Para compor seu futuro governo, ela deve buscar alianças com partidos alinhados ao seu espectro ideológico. Veja os principais destaques da votação:
Partido da Esquerda: 8% dos votos. Partido do Centro: 7,5% das preferências. Verdes: 7,4% do eleitorado. Liberais: 5,4%, superando a barreira parlamentar. O desempenho dos Liberais merece destaque, pois superou as expectativas iniciais do ano e cresceu em relação aos 4,6% obtidos em 2022. Portanto, o partido garantiu sua permanência no legislativo sueco com folga. Por outro lado, o governo minoritário de Ulf Kristersson, que contava com o apoio dos Democratas Cristãos e dos Liberais, perdeu sua sustentação.
Anteriormente, Kristersson cogitava integrar formalmente os Democratas Suecos em uma coalizão governamental. Essa medida representaria um marco inédito, conferindo à extrema-direita participação direta na gestão do país. Contudo, a perda de força eleitoral do grupo inviabilizou esse projeto político.
Dessa forma, a agenda política sueca deve passar por uma mudança significativa nos próximos meses. A categoria de notícias internacionais acompanha de perto os desdobramentos desta transição. Para mais atualizações, consulte as últimas notícias sobre o cenário europeu.
Fonte: pt.euronews.com