Coleta de lixo em Cuiabá tem frota reduzida a 30% após impas
Trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental paralisaram parte das atividades exigindo estabilidade de um ano para membros da comissão de negociação.
Trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental paralisaram parte das atividades exigindo estabilidade de um ano para membros da comissão de negociação.
Desde a noite da última terça-feira (25), a prestação do serviço de coleta de resíduos sólidos em Cuiabá enfrenta dificuldades operacionais. Apenas 30% da frota de veículos da Locar Saneamento Ambiental está circulando, em decorrência de um novo conflito entre a categoria dos garis e a empresa responsável pelo setor.
O motivo central da paralisação é a exigência de estabilidade no emprego pelo período de um ano para os integrantes da comissão que representa os trabalhadores nas negociações. Durante a manhã desta quarta-feira (26), um grupo de coletores manteve o bloqueio na saída dos demais caminhões, impedindo que as rotas de recolhimento de lixo fossem cumpridas normalmente.
De acordo com informações da Locar, o grupo de representantes foi formado pelos próprios funcionários para conduzir as tratativas diretamente com a companhia, sem a intermediação do sindicato da categoria. A empresa destaca que, em rodadas anteriores de negociação, diversos benefícios foram conquistados pelos trabalhadores.
Entre os ganhos já acordados, a empresa cita a implementação de um vale-lanche mensal de R$ 180, um vale-refeição no valor de R$ 1,1 mil e a concessão de vale-combustível para todos os coletores. A Locar reforça que mantém o compromisso com o pagamento de todas as obrigações trabalhistas previstas em lei, como o recolhimento do FGTS e o pagamento de férias, ressaltando que tais deveres são distintos dos benefícios extras negociados.
A companhia também pontuou que, em fevereiro deste ano, realizou um reajuste salarial de 7,89% para a categoria. Com essa atualização, o salário-base dos profissionais passou a ser de R$ 1.903,13, valor que ainda recebe o acréscimo de 40% referente ao adicional de insalubridade.
Segundo a Locar, a pauta de reivindicações apresentada inicialmente pelos colaboradores foi integralmente acolhida e os compromissos firmados já começaram a ser colocados em prática. No entanto, a demanda por estabilidade de doze meses para os membros da comissão surgiu apenas após o fechamento do acordo anterior.
A empresa argumenta que essa nova solicitação não fazia parte da pauta original que deu início às conversas. Após a inclusão do pedido de estabilidade, os integrantes da comissão teriam sinalizado a possibilidade de deflagrar uma paralisação caso a exigência não fosse atendida pela gestão.
Para a Locar, o pleito por estabilidade é uma questão distinta dos benefícios que já foram implementados e negociados anteriormente. A empresa declarou que segue empenhada em buscar soluções para assegurar a continuidade da coleta de lixo, ressaltando a importância de manter a prestação desse serviço essencial para a população cuiabana.
Fonte: rdnews.com.br