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Corpo de Bombeiros mantém força-tarefa contra queimadas em d

Bombeiros extinguiram oito focos de incêndio nas últimas 24 horas e seguem combatendo chamas em dez municípios mato-grossenses, além de monitorar áreas críticas

Bombeiros extinguiram oito focos de incêndio nas últimas 24 horas e seguem combatendo chamas em dez municípios mato-grossenses, além de monitorar áreas críticas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) intensificou as operações de combate a incêndios florestais em todo o estado, conseguindo extinguir oito focos nas últimas 24 horas. Apesar do avanço, as equipes permanecem em campo nesta jornada para conter 12 incêndios ativos que atingem os municípios de Santo Antônio de Leverger, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Feliz Natal, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Santa Terezinha, Santa Carmem e São José do Rio Claro.

Entre as áreas onde o fogo foi debelado, destacam-se os municípios de Jangada e Paranatinga. Neste último, a ocorrência estava situada às margens da MT-130, próximo ao perímetro urbano. Após dias de monitoramento intensivo e uma operação de grande escala, os bombeiros confirmaram a extinção definitiva, uma vez que não houve registro de novos focos. A corporação também finalizou os trabalhos em Aripuanã, Feliz Natal, Água Boa e Colniza, onde três focos distintos foram eliminados.

No município de Nova Santa Helena, a situação é classificada como controlada. O fogo, que teve início em uma área de assentamento sob jurisdição da União, não apresenta risco imediato de propagação por estar restrito a uma zona segura. No entanto, os militares mantêm o monitoramento constante para evitar reignições e eliminar qualquer vestígio de brasa. O CBMMT chegou a solicitar apoio ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) para reforçar o combate em território federal, mas não obteve retorno até o momento.

As frentes de trabalho seguem ativas em Santo Antônio de Leverger, onde os militares atuam em três frentes simultâneas. O mesmo ocorre em Paranatinga, nas proximidades da MT-020, e nos demais municípios citados. A estratégia adotada pelos bombeiros prioriza o combate direto às chamas, a proteção de propriedades rurais, a preservação da vida e a defesa do meio ambiente.

Para otimizar o enfrentamento, as operações contam com o suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. Essa integração de forças tem sido fundamental para reforçar a estrutura logística e operacional necessária para conter o avanço do fogo em diferentes regiões do estado.

Conforme os dados mais recentes do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso registrou 257 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo o satélite de referência Aqua Tarde. Desse total, 151 focos foram detectados no Cerrado, 105 na Amazônia e um no Pantanal.

Um levantamento detalhado aponta a presença de 115 focos de calor em Terras Indígenas. Entre as áreas mais afetadas estão a Terra Indígena Parabubure (21 focos), Pimentel Barbosa (19), Sangradouro/Volta Grande (19), São Marcos (17), Marechal Rondon (10) e Areões (8). Outras áreas, como o Parque do Xingu, Tapirapé/Karajá, Ubawawe, Bakairi, Capoto/Jarina, Pareci, Utiariti e Marãiwatsédé, também registraram números menores de focos.

É fundamental esclarecer que um foco de calor detectado por satélite não equivale, necessariamente, a um incêndio florestal, servindo apenas como um indicador de temperatura elevada. Já o incêndio florestal é caracterizado pela concentração de múltiplos focos em uma mesma área. Por fim, vale ressaltar que, em Terras Indígenas, a responsabilidade pelo combate ao fogo cabe aos órgãos do Governo Federal, visto que o Estado não possui autorização legal para intervir nessas áreas.

Fonte: sonoticias.com.br