Donald Trump critica houthis após ataque contra Saudi Aramco
Donald Trump condena ataques dos houthis contra a Arábia Saudita e aponta influência do Irã. Confira agora os detalhes desta crise internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , criticou duramente os rebeldes houthis do Iêmen após uma nova onda de ataques contra infraestruturas na Arábia Saudita. O episódio mais recente envolveu uma instalação da gigante petrolífera Aramco, localizada em Dhahran, que sofreu um incêndio de proporções limitadas na última terça-feira.
Autoridades do Ministério da Energia saudita confirmaram o incidente, assegurando que não houve vítimas fatais ou feridos no local. Contudo, a situação de segurança na região permanece crítica, com relatos de destroços de mísseis atingindo áreas residenciais em Riade, resultando em quatro feridos e danos a 15 residências.
Donald Trump
Em declarações publicadas em sua rede social, Trump classificou o comportamento dos houthis como inaceitável. O presidente norte-americano sugeriu que o grupo atua sob influência do Irã, país que ele descreveu como uma nação em declínio econômico. Além disso, Trump afirmou que os ataques visam manipular os preços do petróleo antes das eleições nos Estados Unidos.
A tensão na região escalou significativamente nos últimos dias, levando a coligação liderada pela Arábia Saudita a intensificar suas operações militares. O objetivo declarado é neutralizar capacidades bélicas que ameaçam o reino e as rotas marítimas estratégicas no Mar Vermelho. Confira mais detalhes na nossa categoria de notícias internacionais.
Os desdobramentos recentes incluem:
Bombardeios da coligação contra instalações militares em Sanaá, Dhamar e Saada. Alerta de ameaça aérea hostil emitido para residentes em Riade. Aviso de viagem emitido pela França para aeroportos sauditas. Suspensão de operações no aeroporto internacional de Riade após ataque. Por outro lado, os houthis emitiram ameaças diretas contra interesses dos Estados Unidos na região. Mohammed Al Bukhaiti, membro do gabinete político do grupo, afirmou que qualquer intervenção americana resultará em represálias. O grupo sustenta que a campanha contra alvos sauditas é uma resposta à agressão contínua do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
A guerra civil no Iêmen, que perdura desde 2015, continua a gerar uma grave crise humanitária. A Organização Mundial da Saúde alertou recentemente para um aumento preocupante nos casos de cólera. A sobrecarga nos hospitais, que já atendem vítimas do conflito, agrava ainda mais a vulnerabilidade da população civil local.
Portanto, a situação geopolítica permanece volátil, com o risco de novas escaladas militares. A comunidade internacional observa com cautela os movimentos de Teerã e a resposta da administração norte-americana. Acompanhe as últimas notícias para atualizações sobre este cenário em constante mudança.
Fonte: pt.euronews.com