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Estudante que esfaqueou colega em sala de aula enfrentará Tr

Suelen Acosta Marques será julgada por tentativa de homicídio contra colega de classe em escola estadual de Cuiabá; crime ocorreu em 2022 após desentendimento.

Suelen Acosta Marques, de 22 anos, foi sentenciada a enfrentar o Tribunal do Júri pela tentativa de homicídio contra uma colega de classe. O episódio ocorreu nas dependências da Escola Estadual Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto, situada em Cuiabá. A determinação judicial foi oficializada na última segunda-feira (24).

Embora a decisão de pronúncia tenha sido proferida pelo magistrado André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal da capital, a data para a realização do julgamento ainda não foi definida. Até que o processo chegue à fase final, a ré permanecerá em liberdade.

O caso remonta ao dia 13 de setembro de 2022. Por volta das 18h45, durante uma aula de língua inglesa, a estudante identificada pelas iniciais L.F.C.R.S. foi surpreendida por ataques com arma branca na região do pescoço. A vítima precisou ser socorrida às pressas e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de receber alta dias depois.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o conflito teve origem em uma discussão travada em um grupo de WhatsApp poucos dias antes da agressão. Na ocasião, Suelen acreditou que a colega estaria expondo detalhes de sua vida pessoal para terceiros e chegou a proferir ameaças, afirmando que a situação seria resolvida de outra forma caso os comentários não cessassem.

No momento do crime, a dinâmica na sala de aula foi o estopim para a violência. Enquanto a professora realizava a chamada, questionou a ausência de um aluno. A vítima, que exercia a função de líder de turma, explicou que o colega havia trocado de turno devido a boatos espalhados a seu respeito.

Suelen, interpretando erroneamente que as palavras da líder de classe eram direcionadas a ela, levantou-se de seu assento, dirigiu-se até a cadeira da vítima e desferiu os golpes de faca. A acusação aponta que o homicídio só não foi consumado devido à intervenção imediata de outros estudantes que estavam no local.

Após o ataque, a vítima recebeu pronto atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Suelen, por sua vez, evadiu-se do local logo após o ocorrido, apresentando-se posteriormente na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Ao confirmar a ida da ré a júri popular, o juiz André Barbosa Guanaes Simões manteve o direito da jovem de responder ao processo em liberdade. Em sua decisão, o magistrado ressaltou que, na ausência de fatos novos ou justificativas que fundamentassem um pedido do Ministério Público pela prisão preventiva, a ré deve aguardar o julgamento fora do cárcere.

Fonte: rdnews.com.br