EUA realizam ofensiva no sul do Irã e Teerã revida com ataqu
Tensões escalam no Oriente Médio após ataques dos EUA contra alvos do IRGC no Irã e retaliação iraniana com mísseis e drones contra bases em países vizinhos.
Tensões escalam no Oriente Médio após ataques dos EUA contra alvos do IRGC no Irã e retaliação iraniana com mísseis e drones contra bases em países vizinhos.
As Forças Armadas dos Estados Unidos comunicaram a execução de uma série de ataques prolongados na última terça-feira, visando posições do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) situadas na costa sul do Irã. A ofensiva desencadeou uma resposta imediata de Teerã, que lançou mísseis e drones contra instalações militares na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait, acompanhada de ameaças de uma escalada ainda maior no conflito.
Veículos de imprensa ligados ao governo iraniano reportaram que as forças do país dispararam armamentos em represália às ações norte-americanas. Relatos indicam explosões sobre a cidade de Aqaba, no sul da Jordânia, além do acionamento de sirenes de alerta em Mafraq. Em nota oficial, as Forças Armadas jordanianas confirmaram a interceptação de 13 mísseis balísticos que violaram o espaço aéreo do reino. Simultaneamente, o exército do Kuwait emitiu avisos de emergência, informando que estava combatendo uma agressão vinda do território iraniano.
Por meio de um comunicado oficial, o IRGC declarou que as operações militares recentes resultaram em um maior controle sobre o estreito de Ormuz, advertindo que os Estados Unidos sofreriam as consequências de suas decisões. A mídia estatal do Irã acusou Washington de ter iniciado as hostilidades ao bombardear áreas civis e um aeroporto, citando explosões em regiões como Bandar Abbas, Sirik, ilha de Qeshm, Asaluyeh, Lavan, Jask e Jiroft.
O governo iraniano denunciou a morte de pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança, após um ataque norte-americano atingir uma residência onde ocorria uma cerimônia de casamento em Kuhestak. O aiatolá Mojtaba Khamenei utilizou a rede social X para prometer que o país daria lições inesquecíveis ao inimigo americano.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) justificou a ofensiva alegando que os ataques foram uma resposta a tentativas recentes do IRGC de atingir navios comerciais no estreito de Ormuz e militares norte-americanos posicionados na região. O presidente Donald Trump, em publicação na plataforma Truth Social, alertou Teerão de que qualquer retaliação adicional resultaria em uma resposta ainda mais severa por parte dos EUA.
Em entrevista à Fox News, Trump detalhou que os aliados do Golfo foram notificados previamente sobre a operação. Segundo o presidente, o foco principal dos ataques foi a neutralização de instalações de radar que estavam sendo reparadas, as quais já haviam sido danificadas em ações conjuntas anteriores entre Estados Unidos e Israel durante o conflito que se estende há seis meses.
Trump explicou que o monitoramento militar dos EUA acompanhou de perto os esforços iranianos de reconstrução desses sistemas, aguardando o momento em que os trabalhos estivessem próximos da conclusão para efetuar os bombardeios. Antes da escalada, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia manifestado disposição para retomar o acordo de cessar-fogo negociado com Washington em junho, desde que os termos fossem integralmente respeitados pelos Estados Unidos.
Fonte: pt.euronews.com