Feminicídio premeditado: advogado divulga vídeos de brigas
Advogado divulga vídeos de brigas e aponta feminicídio premeditado em Lucas do Rio Verde. Confira os detalhes do caso e o andamento judicial.
feminicídio premeditado: Defesa da família de Gleici Keli Geraldo divulga vídeos de brigas anteriores ao crime e contesta alegação de surto psicótico do autor do feminicídio.
O advogado Rodrigo Pouso, que representa a família de Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, trouxe a público novos elementos sobre o feminicídio premeditado ocorrido em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde. O profissional utilizou suas redes sociais para compartilhar gravações de câmeras de segurança que mostram o cotidiano do casal dias antes do crime.
Gleici Keli foi brutalmente assassinada com 21 facadas enquanto dormia. Na mesma ocasião, sua filha, de apenas 7 anos, também foi alvo de um ataque violento, sofrendo oito perfurações pelo corpo. A criança sobreviveu após passar 23 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Evidências de um feminicídio premeditado
Segundo o advogado, as imagens desmentem a tese de que o autor, Daniel Bennemann Frasson, teria sofrido um surto. Pouso afirma que o crime foi uma escolha deliberada. Os vídeos revelam constantes desavenças motivadas por questões financeiras, envolvendo valores e bens do casal.
Além disso, o advogado detalha que, dois dias antes do homicídio, o agressor teria manifestado a intenção de matar a companheira e a criança. Gleici chegou a receber um aviso para esconder as facas da residência, o que gerou irritação em Daniel ao descobrir a recomendação.
Os fatos principais do caso incluem:
O ataque ocorreu no dia 23 de junho de 2025, enquanto as vítimas dormiam. A criança foi socorrida em estado grave e permaneceu 23 dias internada. O autor foi encontrado pela Guarda Municipal no corredor da casa, ferido e em estado de choque. A defesa do réu tentou alegar insanidade, mas o laudo foi contestado pelo Ministério Público. Após o crime, a família de Daniel tentou interditá-lo judicialmente em outra comarca. Em nome do acusado, foi solicitado no inventário metade dos bens e aluguéis deixados por Gleici. Contudo, o Ministério Público e a família da vítima contestaram o laudo de inimputabilidade.
A homologação anterior foi anulada pela Justiça, permitindo que uma junta de três peritos realizasse um novo exame. O caso aguarda agora uma decisão judicial definitiva. Para acompanhar outras últimas notícias sobre o desdobramento deste processo, mantenha-se atento às atualizações da categoria de segurança pública.
As imagens divulgadas também mostram o momento posterior ao crime, com o agressor ensanguentado. É possível observar o socorro prestado à criança, que foi retirada da residência por populares antes da chegada das autoridades. A defesa da família de Gleici reforça que o material visual é prova contundente de que não houve loucura, mas sim um plano executado.
Fonte: rdnews.com.br