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Houthis reivindicam abate de caça saudita e negam ataque a

Os rebeldes Houthis afirmam ter abatido um caça saudita e negam ataques a Meca. Confira agora os detalhes desta escalada de tensão no Iémen.

Os rebeldes Houthis do Iémen anunciaram nesta quarta-feira o abate de um caça saudita, alegando o uso de armamento de fabrico local para atingir a aeronave. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, declarou que o F-15 foi derrubado durante operações hostis, acusando a Arábia Saudita de realizar centenas de ataques aéreos na região.

Tensões entre Houthis e Arábia Saudita

Além da reivindicação militar, o grupo negou veementemente as acusações sauditas de que teria visado a cidade sagrada de Meca. Segundo os rebeldes, as suas ações focam-se exclusivamente em infraestruturas petrolíferas e bases militares, distantes de locais religiosos. O grupo classificou as alegações de Riade como mentiras fabricadas para enganar a opinião pública.

Além disso, A coligação liderada pela Arábia Saudita prometeu uma resposta rigorosa. O porta-voz Turki al-Maliki afirmou que a segurança das Mesquitas Sagradas é uma "linha vermelha" inegociável. A coligação garantiu que tomará medidas dissuasoras contra o que descreveu como uma milícia terrorista.

O cenário de conflito intensificou-se após uma série de disparos de mísseis e drones contra o sul do reino saudita. A situação gerou reações internacionais imediatas:

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou o suposto ataque a Meca. A Organização de Cooperação Islâmica classificou a ação como um ato hediondo. Líderes regionais reforçaram a necessidade de proteger a navegação marítima. Portanto, Os Houthis , formalmente conhecidos como Ansar Allah, mantêm combates ativos contra o governo iemenita reconhecido internacionalmente. Desde o início de setembro, a violência forçou o deslocamento de milhares de pessoas, segundo dados da ONU. O representante do Iémen junto às Nações Unidas apelou por uma intervenção global contra o grupo.

O grupo também declarou um bloqueio marítimo e assumiu o controlo de pontos estratégicos no mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb. Esta rota é vital para o transporte de crude e para o acesso ao canal de Suez. Autoridades do Egito e da Arábia Saudita alertaram para os riscos económicos globais caso a navegação seja interrompida.

Embora relatos indiquem que o príncipe herdeiro saudita tenha solicitado apoio direto aos Estados Unidos, não houve confirmação oficial de intervenção americana. Contudo, forças dos EUA continuam a fornecer apoio logístico e partilha de informações à coligação saudita. Para mais atualizações sobre o conflito, acompanhe as últimas notícias em nossa categoria dedicada.

Fonte: pt.euronews.com