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Incontinência urinária: quando pequenos escapes exigem atenç

Perder urina ao tossir, rir ou fazer esforço não é normal. Especialista alerta que o problema tem tratamento e não deve ser encarado como uma fatalidade da idad

Perder urina ao tossir, rir ou fazer esforço não é normal. Especialista alerta que o problema tem tratamento e não deve ser encarado como uma fatalidade da idade.

É comum ouvir em consultórios ginecológicos a frase: “é apenas um pouquinho de xixi quando eu espirro”. Muitas mulheres tratam esse episódio com um sorriso constrangido, acreditando tratar-se de uma consequência natural da gestação, do parto ou do envelhecimento. No entanto, a perda involuntária de urina durante atividades como tossir, rir, correr ou pular é um sinal claro de incontinência urinária de esforço. Embora seja um quadro frequente, é fundamental distinguir que ser comum não significa ser normal, e muito menos algo com o qual a paciente precise conviver para sempre.

O que mais preocupa os especialistas é a forma como as mulheres reorganizam sua rotina para esconder o problema. Muitas abandonam a prática de exercícios, evitam pular em camas elásticas com os filhos, carregam absorventes na bolsa por precaução e mapeiam banheiros antes de sair de casa. Esse processo de adaptação silenciosa acaba limitando a liberdade e a qualidade de vida ao longo dos anos, sem que a mulher perceba o quanto de autonomia foi deixada para trás.

A incontinência urinária de esforço ocorre quando as estruturas responsáveis pela sustentação da bexiga e da uretra não conseguem suportar o aumento da pressão intra-abdominal. Ao tossir ou realizar um esforço físico, a pressão interna sobe; se os tecidos e músculos do assoalho pélvico estiverem fragilizados, o escape de urina torna-se inevitável. Fatores como gestações, partos e o envelhecimento natural dos tecidos pélvicos contribuem diretamente para esse quadro.

Após os 40 anos, a atenção deve ser redobrada. As alterações hormonais típicas do climatério e da menopausa impactam a musculatura e a qualidade dos tecidos da região pélvica. Contudo, é um equívoco atribuir o problema exclusivamente à idade. A incontinência possui diversas causas e classificações, sendo que o tratamento eficaz exige uma investigação detalhada sobre a frequência dos escapes, a intensidade, o histórico obstétrico e a saúde geral da paciente.

As diretrizes médicas internacionais recomendam uma avaliação clínica rigorosa antes de qualquer intervenção. Não existe uma solução única ou mágica; o plano terapêutico deve ser personalizado. Frequentemente, o tratamento inicia-se por vias conservadoras, como o treinamento supervisionado da musculatura do assoalho pélvico, que deve ser realizado por pelo menos três meses. Não se trata apenas de exercícios genéricos, mas de um acompanhamento profissional para garantir a contração e o relaxamento corretos dos músculos.

Dependendo da resposta da paciente, outras estratégias podem ser integradas ao tratamento, incluindo fisioterapia pélvica, mudanças de hábitos e tecnologias de estimulação muscular. Em casos específicos, procedimentos médicos ou cirúrgicos podem ser indicados. A incontinência é uma condição anatômica e fisiológica, ligada à hipotonia muscular e ao declínio de colágeno, e não há motivo para esconder uma condição que pode ser reabilitada.

Entre as tecnologias modernas disponíveis para o fortalecimento da musculatura profunda, destaca-se o EMSELLA , um equipamento que utiliza estimulação eletromagnética de forma não invasiva e indolor, permitindo que a paciente mantenha sua rotina sem interrupções. Essa ferramenta, quando indicada por um profissional, auxilia na recuperação da sustentação pélvica.

Tratar a saúde íntima é devolver à mulher a liberdade de gargalhar, correr, dançar e brincar sem o medo constante de escapes. É fundamental que as mulheres pareçam de esconder o problema e busquem ajuda especializada precocemente. Procurar tratamento não é frescura, mas um ato essencial de autocuidado e preservação da autonomia feminina.

Fonte: rdnews.com.br