MPF recomenda barrar turismo na Cachoeira do Prata em MT
O MPF recomenda barrar turismo na Cachoeira do Prata após mortes e degradação ambiental. Veja as medidas exigidas para o local. Confira agora.
O MPF recomenda barrar turismo no Complexo da Cachoeira do Prata, localizado em Juscimeira, Mato Grosso, como medida emergencial. A recomendação, assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, surge após a constatação de graves danos ambientais e falhas críticas na segurança dos visitantes.
O documento, publicado no Diário do MPF, estabelece um prazo de sete dias para que a Prefeitura de Juscimeira, o Incra e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) adotem providências. Entre as ações exigidas está a possibilidade de suspensão temporária do acesso ao local para conter os impactos negativos.
MPF recomenda barrar turismo
Além disso, Dados do Corpo de Bombeiros revelam um cenário preocupante na região. Entre 2021 e 2025, foram registradas quatro mortes por afogamento, além de um salvamento aquático em 2026. A ausência de postos de guarda-vidas e de sinalização adequada sobre profundidade e correntezas contribui para o perigo constante.
Além da insegurança, o local sofre com a degradação ambiental severa. Relatórios técnicos e imagens de satélite apontam diversos problemas causados pelo fluxo desordenado de turistas:
Abertura de estradas clandestinas dentro da Área de Preservação Permanente (APP); Estacionamento de veículos sobre o leito rochoso do rio; Realização de fogueiras sobre raízes de árvores nativas; Descarte irregular de resíduos e poluição sonora. Portanto, A própria administração municipal de Juscimeira admitiu a gravidade da situação. Em relatório, o diretor de Agricultura e Meio Ambiente reconheceu que as medidas atuais são insuficientes para frear os crimes ambientais, que incluem o corte de vegetação e a instalação de estruturas irregulares.
Caso a visitação seja mantida, o MPF exige que a prefeitura restabeleça a coleta de lixo e instale sinalização de risco. Também é necessário impedir o tráfego de veículos no leito do rio e coibir o comércio sem licença. Para conferir mais detalhes sobre esta e outras últimas notícias , acompanhe nossas atualizações.
À Sema, foi solicitado um estudo para definir a capacidade máxima de carga do complexo e avaliar a transformação da área em uma Unidade de Conservação. Já o Incra deve atuar no cercamento de áreas de preservação e na regularização para um futuro turismo de base comunitária.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também foi acionado. A medida visa proteger um sítio arqueológico próximo, que apresenta danos físicos e pichações. Os órgãos têm 15 dias para informar se acatarão as recomendações, sob pena de medidas judiciais.
Fonte: midianews.com.br