Passaportes falsos de Zelenskyy são desmentidos por checagem
Imagens de passaportes falsos de Zelenskyy e sua esposa circulam nas redes. Confira a checagem que prova a fraude e entenda a estratégia de desinformação.
A circulação de imagens de passaportes falsos atribuídos ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e à primeira-dama, Olena Zelenska, tem gerado desinformação nas redes sociais. As publicações sugerem, sem qualquer fundamento, que o casal teria escolhido Israel como sua verdadeira pátria em detrimento da Ucrânia.
O conteúdo, amplamente compartilhado no Facebook desde o início de setembro, utiliza uma narrativa de que o líder ucraniano seria protegido por interesses estrangeiros. Contudo, fontes oficiais ucranianas confirmaram que tais alegações são inteiramente falsas, tratando-se de uma tentativa de manipular a opinião pública.
Entenda por que os passaportes falsos são uma fraude
Diversos elementos técnicos comprovam a falsificação dos documentos apresentados nas postagens. Além da verificação humana, ferramentas de análise digital foram utilizadas para identificar a origem do material. Confira os principais pontos que invalidam as imagens:
A ferramenta de detecção "Hive Moderation" apontou que as imagens foram geradas por inteligência artificial. O design dos documentos parece ter sido baseado em um modelo disponível publicamente no site do Conselho da Europa. A legislação ucraniana vigente desde janeiro proíbe que ocupantes de cargos públicos possuam dupla nacionalidade. O passaporte de Zelenska apresenta um erro histórico ao listar o local de nascimento como a extinta "República Socialista Soviética da Ucrânia". Além disso, o nome do presidente aparece grafado incorretamente como "Zelensky", enquanto a grafia oficial adotada pelo governo ucraniano é "Zelenskyy". Esse erro ortográfico já havia sido identificado em tentativas anteriores de disseminar documentos falsos, que circulam desde 2023 em canais de propaganda.
Essas campanhas de desinformação seguem um padrão recorrente, frequentemente associado a redes pró-russas. O objetivo central dessas táticas é minar o apoio internacional à Ucrânia e criar escândalos artificiais para desestabilizar a imagem do governo ucraniano durante o conflito armado.
Portanto, a estratégia de utilizar documentos gerados por IA busca confundir o público, misturando elementos reais com invenções. Para mais últimas notícias sobre o cenário internacional e verificações de fatos, acompanhe nossa cobertura na categoria de atualidades.
Vale ressaltar que as alegações sobre a lealdade de Zelenskyy contrastam com a retórica utilizada pelo Kremlin para justificar a invasão. O presidente ucraniano, que possui ascendência judaica e teve familiares combatendo no exército soviético contra o nazismo, já refutou publicamente as acusações de que seu governo estaria alinhado a ideologias extremistas.
Fonte: pt.euronews.com