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Saúde mental na enfermagem: entenda os riscos e dados atuais

A saúde mental na enfermagem é um desafio crescente. Confira os dados sobre afastamentos e riscos de suicídio na categoria e entenda o cenário atual.

A saúde mental na enfermagem é um tema que exige atenção imediata e urgente. Diariamente, milhares de profissionais iniciam seus turnos dedicados a tratar a dor, a doença e o medo de pacientes, acompanhando famílias em momentos de extrema vulnerabilidade. Contudo, surge um questionamento fundamental: quem está cuidando de quem cuida?

Abordar o suicídio entre os trabalhadores da enfermagem é uma tarefa complexa. Entretanto, manter o silêncio sobre o assunto torna-se uma prática ainda mais perigosa para a categoria. É necessário expor os dados para buscar soluções efetivas.

Desafios da saúde mental na enfermagem

Uma pesquisa veiculada na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional analisou 581 profissionais de dois hospitais universitários federais no Sul do país. O levantamento identificou uma prevalência de 8,8% de risco de suicídio entre os entrevistados. Os números detalhados por função são preocupantes:

Técnicos de enfermagem apresentaram um índice de 10%. Enfermeiros registraram uma taxa de 7,8%. A média geral de risco entre os participantes atingiu 8,8%. Embora o estudo não reflita a totalidade da enfermagem brasileira, ele expõe uma realidade alarmante que não pode ser ignorada. Além disso, outros indicadores dimensionam a gravidade da situação atual da classe.

Dados do INSS, compilados pela plataforma SmartLab e divulgados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), revelam que houve 70.701 afastamentos por transtornos mentais entre 2012 e 2024. Esse montante engloba enfermeiros, técnicos e auxiliares da área.

O Cofen ressalta que o cenário real pode ser ainda mais grave. As estatísticas oficiais não contabilizam integralmente os trabalhadores vinculados a regimes próprios de previdência, como servidores estaduais e municipais. Ademais, afastamentos inferiores a 15 dias também ficam de fora desse levantamento.

Portanto, é preciso enxergar além dos números frios das estatísticas. Por trás de cada dado, existem pessoas reais que enfrentam o desgaste emocional da profissão. Para acompanhar outras últimas notícias sobre o setor, continue atento aos nossos canais de informação.

Fonte: midianews.com.br