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STJ mantém júri de advogado de Cuiabá acusado de feminicídio

O STJ mantém júri de advogado de Cuiabá acusado de tentativa de feminicídio. Confira agora os detalhes da decisão judicial e o andamento do processo.

STJ mantém júri de advogado de Cuiabá: O Superior Tribunal de Justiça negou pedido da defesa e manteve a realização de um novo julgamento popular para o advogado Nauder Júnior Alves Andrade.

O STJ mantém júri de advogado de Cuiabá , Nauder Júnior Alves Andrade, após o ministro Joel Ilan Paciornik negar um recurso apresentado pela defesa. O magistrado decidiu não suspender a ação penal que apura a tentativa de feminicídio ocorrida em 2023. A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (24).

O réu havia sido condenado inicialmente a 10 anos de reclusão em regime fechado, em setembro de 2025. Contudo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) anulou essa sentença em novembro do mesmo ano. A corte determinou a realização de um novo julgamento popular, que ainda aguarda agendamento.

Entenda o caso e a decisão do STJ mantém júri de advogado de Cuiabá

A defesa do advogado alegou supostas nulidades processuais e cerceamento de defesa durante o trâmite do processo. Entre os pontos levantados, os advogados questionaram a recusa de uma perita oficial em realizar um exame na região genital do acusado durante a sessão anterior. Além disso, sustentaram a tese de desistência voluntária da ação.

O ministro Paciornik, contudo, não identificou ilegalidades evidentes que justificassem a concessão de uma liminar. Em sua análise preliminar, o relator destacou que não foram preenchidos os requisitos necessários para a tutela de urgência. Portanto, o processo segue seu curso normal na categoria de crimes contra a vida.

O magistrado determinou o envio de ofícios ao TJ-MT e à 1ª Vara Criminal de Cuiabá. O objetivo é obter informações detalhadas sobre o andamento do caso. Confira os principais pontos do processo:

O réu foi denunciado por agressões com socos, chutes e uma barra de ferro. A condenação anterior foi anulada por ser considerada contrária às provas dos autos. O crime ocorreu em agosto de 2023, em um condomínio no bairro Tancredo Neves. A anulação da primeira condenação ocorreu após a Primeira Câmara Criminal do TJ-MT avaliar que o veredito o veredicto dos jurados divergiu das provas apresentadas. O desembargador Wesley Sanchez Lacerda, relator no tribunal estadual, apontou que o depoimento da vítima indicou que o acusado interrompeu as agressões por vontade própria, sem interferência externa.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), a tentativa de feminicídio não se consumou porque a vítima conseguiu escapar e buscar ajuda. O relato médico da época mencionou a gravidade das lesões sofridas pela mulher. O caso permanece sob acompanhamento das últimas notícias do judiciário mato-grossense enquanto a nova data do júri não é definida.

Fonte: midianews.com.br