Esquema em Várzea Grande: vereador entrega provas ao Gaeco
esquema em Várzea Grande: Vereador Caio Cordeiro entrega arquivos ao Gaeco denunciando empréstimos e suposto mensalinho em Várzea Grande. Confira os.
esquema em Várzea Grande — O vereador Caio Cordeiro (Novo) foi peça-chave na investigação que culminou na operação Cathedra Venalis, realizada na última terça-feira (20). O parlamentar entregou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) um dispositivo contendo 12 arquivos que detalham supostas irregularidades envolvendo colegas do Legislativo de Várzea Grande.
A análise técnica do material revelou indícios de práticas ilícitas dentro da Câmara Municipal. Entre os documentos apresentados, constam registros de operações de crédito, comprovantes de pagamentos, notas promissórias e capturas de tela de conversas comprometedoras. O conteúdo sugere a existência de extorsões e ameaças entre os membros da casa.
Investigação do Gaeco sobre esquema em Várzea Grande
Segundo o relatório, o vereador Dr. Miguel Junior (Cidadania) aparece como credor em diversas transações de empréstimo. O parlamentar, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão, teria mantido notas promissórias vinculadas a outros integrantes do Legislativo local.
Além disso, o material traz diálogos envolvendo o vereador Kleberton Feitoza (PSB). As mensagens indicam tentativas de contato com Caio Cordeiro durante o período em que ele articulava a CPI da União Transporte, em maio deste ano. O parlamentar buscava investigar falhas na frota, atrasos e a qualidade do serviço prestado à população.
Os arquivos entregues ao Gaeco revelam pontos críticos da atuação parlamentar em Várzea Grande:
Registros de ameaças contra Caio Cordeiro após ele questionar a qualidade do transporte público. Prints de conversas sobre um suposto "mensalinho" de R$ 10 mil mensais. Documentação sobre a exoneração de indicados políticos por desalinhamento com a presidência da Câmara. Em um dos diálogos, o parlamentar foi confrontado por Carlos Cesar Bocão. O questionamento girava em torno de um suposto recebimento de R$ 10 mil mensais, valor que estaria atrelado ao exercício de cargos em comissões. Caio Cordeiro negou qualquer participação no esquema, o que teria desencadeado novas ameaças de exposição pública.
O relatório também aponta tensões políticas internas. Caio Cordeiro e o vereador Cilcinho Cruz (PV) manifestaram insatisfação com a distribuição de cargos e espaços políticos na Prefeitura de Várzea Grande. Eles alegavam que outros vereadores possuíam maior influência na administração municipal.
Por outro lado, o documento destaca que Caio Cordeiro também atuava na articulação de parcerias institucionais entre a Câmara e veículos de comunicação. O parlamentar tentava intermediar acordos de divulgação para o Legislativo. Para acompanhar o desenrolar dessas investigações, acesse a nossa categoria de notícias.
Portanto, o material entregue ao Gaeco fornece um panorama detalhado sobre as disputas e as possíveis irregularidades no Legislativo várzea-grandense. As autoridades seguem analisando os arquivos para determinar as próximas etapas da operação e a responsabilidade de cada envolvido nas denúncias apresentadas. Confira as últimas notícias sobre o caso.
Fonte: rdnews.com.br